Quem dorme até tarde não é vagabundo, diz ciência.

Segundo neurologistas, o que essas pessoas têm é distúrbio do sono atrasado.


Pessoas com o gene da "vespertilidade" têm predisposição para acordar tarde.
Alvo de críticas de familiares e amigos, quem gosta de ficar na cama até a hora do almoço pode ter um motivo científico para a "vagabundagem": o distúrbio do sono atrasado. O assunto foi um dos temas abordados no 6º Congresso Brasileiro do Cérebro, Comportamento e Emoções, que aconteceu recentemente em Gramado.
O organismo humano tem um ciclo diário, de modo que os níveis hormonais e a temperatura do corpo se alteram ao longo do dia e da noite. Depois do almoço, por exemplo, o corpo trabalha para fazer a digestão e, conseqüentemente, a temperatura sobe, o que pode causar sonolência. 
Quando dormimos, a temperatura do corpo diminui e começamos a produzir hormônios de crescimento. Se dormirmos durante a noite, no escuro, produzimos também um hormônio específico chamado melatonina, responsável por comandar o ciclo do sono e fazer com que sua qualidade seja melhor, que seja mais profundo.
Pessoas vespertinas, que têm o hábito de ir para a cama durante a madrugada e dormir até o meio dia, por exemplo, só irão começar a produzir seus hormônios por volta das 5 da manhã. Isso fará com que tenham dificuldade de ir para a cama mais cedo no outro dia e, consequentemente, de acordar mais cedo. É um hábito que só tende a piorar, porque a pessoa vai procurar fazer suas atividades durante o final da tarde e a noite, quando tem mais energia.
O pesquisador Luciano Ribeiro Jr. da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), especialista em sono, explica que esse distúrbio pode ser genético: "Pessoas com o gene da ‘vespertilidade’ têm predisposição para serem vespertinas. É claro que fator social e educação também podem favorecer”. Mas não se sabe ainda até que ponto o comportamento social pode influenciar o problema.
A questão, na verdade, é que o vespertino não se encaixa na rotina que consideramos normal e acaba prejudicado em muitos aspectos. O problema surge na infância. A criança prefere estudar durante a tarde e não consegue praticar muitas atividades de manhã. Na adolescência, a doença é acentuada, uma vez que os jovens tendem a sair à noite e dormir até tarde com mais frequência.
A característica vira um problema quando persiste na fase adulta. “O vespertino é aquele que já saiu da adolescência. Pessoas acima de 20 anos de idade que não conseguem se acostumar ao ritmo de vida que a maioria está acostumada”, diz Luciano. Segundo ele, cerca de 5% da população sofre do transtorno da fase atrasada do sono em diferentes graus e apenas uma pequena parcela acaba se adaptando à rotina contemporânea.
O pesquisador conta também que, além do preconceito sofrido pelos pais, professores e, mais tarde, pelos colegas de trabalho, o vespertino sofre de problemas psiquiátricos com maior frequência: depressão, bipolaridade, hiperatividade, déficit de atenção são os mais comuns. Além disso, a privação do sono profundo, quando sonhamos, faz com que a pessoa tenha maior susceptibilidade a vários problemas de saúde: no sistema nervoso, endócrino, renal, cardiovascular, imunológico, digestivo, além do comportamento sexual.
O tratamento não envolve apenas remédios indutores do sono, como se fosse uma insônia comum. É necessária uma terapia comportamental complexa, numa tentativa de mudar o hábito, procurando antecipar o horário do sono. Envolve estímulo de luz, atividades físicas durante a manhã e principalmente um trabalho de reeducação.
E as pessoas que têm o hábito de acordar às 4 ou 5 horas da manhã? “O lado oposto do vespertino é o que a gente chama de avanço de fase. Só que esse não tem o problema maior no sentido social. Ele está mais adaptado aos ritmos sociais e profissionais. Os meus pacientes deste tipo têm orgulho, já ouvi mais de uma vez eles dizendo ‘Deus ajuda quem cedo madruga’”, diz o neurologista. 
O fato é que realmente existem os vagabundos que dormem o dia todo e não sofrem de distúrbio algum, mas aí cabe a frase:  cada caso é um caso!Vai saber!Hehehehehehe! 

6 rabiscos:

  1. w medoooooo eu acordo as 2 da tarde, mas nao somos vagabundos viu ! !! !

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  2. É ... ao menos uma justificativa plausível nós já temos hehehehehehe!!!

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  3. Grande descoberta ! Descobriram que eu sou normal.

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  4. kkkkkkkkkkkkk Isso deve justificar minhas loucuras kkkkkkk Pior... Meu horário de trabalho é as 11h da manhã... Costumo chegar entre 12h e 12h40, o chefe já até acostumou... Compenso na saída kkkkk Acordar cedo ou dormir cedo, nem pensar... Não consigo mesmo!!!

    Beijocas

    @coisasdelouco

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  5. Caramba Vou correndo falar pra minha mãe!!!!!!(KKKKKKKKKK)

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  6. Esses médicos estão ficando cada dia piores. Como é que eles podem chanar de doença ou distúrbio uma diferença nos ciclos circadianos das pessoas? Esse ciclo é absolutamente normal. Existem os matutinos, os vespertinos e os noturnos.
    Eu sou mais noturna, de manhã não presto para nada e pelo fato de ser noturna nunca tive os problemas de saúde citados no texto. E se você fizer uma enquete vai receber a mesma resposta.
    São simplesmente diferenças individuais que os médico não conseguem aceitar, querem padronizar as pessoas e isso não é possível.
    O único problema que os dorminhocos da manhã têm é aguentar as reclamações dos matinais. rsrs
    beijão

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